domingo, 23 de setembro de 2012

NOSSO GOVERNADOR ESQUECEU QUE OS BOMBEIROS SALVA VIDAS, MAS PARA ISTO TEMOS QUE PRESERVAR A VIDA DELES PRIMEIRO. COMO QUE UM BOMBEIRO PODERÁ SALVAR VIDAS SE A SUA PRÓPRIA ESTA DESTRUÍDA, COMO SE VÊ NA REPORTAGEM ABAIXO.

JORJÃO, 2º SGT QPR


Corpo de Bombeiros de MG : Uma corporação esquecida





“A irresponsabilidade  do Governo do Estado de Minas Gerais,   que o impede de abrir concurso para repor o efetivo do Corpo de Bombeiros, está levando estes profissionais a um nível insuportável de estresse.
Isto porque, nos últimos 10 anos, o Governo do Estado ampliou em mais de 100% as unidades operacionais do Corpo de Bombeiros na capital e interior do Estado. No mesmo período, o efetivo foi reduzido em razão das saídas naturais por aposentadorias, a uma razão de 260 militares ano.
Como consequência desta estratégia do Governo, podemos detectar em muitas unidades a existência de viaturas de socorro e resgate sem que haja bombeiros para utilizá-las.
Esta realidade é preocupante por vários motivos. Contudo, destacamos que o chamado de um cidadão ao 193 do Corpo de Bombeiros, é, na maioria das vezes, a única esperança de se salvar uma vida.
E  o bombeiro não tem o direito de pedir para esperar, para aguardar um minutinho. O plantão operacional é de 24 horas ininterruptas, sempre pautado pelo alarme da sirene que o avisa de mais uma emergência. E com o efetivo extremamente insuficiente, não há equipe para revezar o atendimento.
O profissionalismo, a vontade de salvar mais uma vida, de garantir segurança a alguém sob ameaça, não o permite recusar o chamado, muitas vezes desesperador, de alguém em risco. Estes atos heróicos, no entanto, ainda que sejam uma obrigação destes profissionais, estão provocando um nível de estress cujas consequências são previsíveis.
Grandes catástrofes como incêndios, enchentes e deslizamentos, cujo combate e controle exigem muita força e vigor físico, são igualmente fatores geradores de estresse.
Por isto é urgente que tenhamos capacidade de mobilização , de forma a tornar esta realidade  palpável à sociedade e, por conseqüência, pressionar o Governo do Estado de Minas Gerais a abrir concurso, de forma a dotar o Corpo de Bombeiros de efetivo suficiente para as demandas da sociedade, e não provocar adoecimento e baixa, por afastamento médico, dos atuais abnegados soldados do fogo.”

Luiz Gonzaga Ribeiro, Subten
Ex- presidente da Aspra-PM/BM
Diretor de Direitos Humanos da Anaspra

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